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Notícias

 

Professor Gilson Nunes revela relíquia teórica de governador

 
Vasculhando o baú das memórias subterrâneas, o Professor Gilson Nunes, traz a luz da reflexão contemporânea uma carta memorável do Ex-Deputado Estadual Ricardo Coutinho, do ano 2000, datada do dia 7 de abril, do atual Governador da Paraíba. De início, o Ex-Deputado ataca frontalmente o sistema neoliberal e culpa os políticos da época pelo quadro caótico da educação, faz referencia ao Ex-Presidente Fernando Henrique Cardoso e aos dois ex-prefeitos, o de Campina Grande Cássio Cunha Lima e de João Pessoa Cícero Lucena.

O neoliberalismo é uma versão moderna do novo capitalismo, nasceu na Europa e na América do Norte após a Segunda Guerra Mundial, 1945. O pensamento neoliberal combate o poder imperialista do Estado, que a tudo controla, limitando o mercado, que se constituía numa ameaça a liberdade de comércio, não somente econômica, mas também política. Para o pensamento neoliberal, o que importa é a estabilidade monetária, mesmo que para isso tenha que manter níveis elevados de desempregos, parcos investimento na área social e baixos salários. Esse novo modelo de desigualdade sempre beneficiou os mais poderosos. Como resultado, tivemos a venda desenfreada das empresas públicas ao capital privado, o que ficou conhecido na Era FHC de privatização, além da redução dos impostos em favor dos ricos.

Porém, o grande inimigo visível do pensamento neoliberal é a organização de classe, os sindicatos, por isso, o temor do Governador Ricardo Coutinho, de não conceder o desconto em folha da contribuição associativa dos trabalhadores. Ferindo brutalmente seu pensamento expresso na carta enviada ao Professor Gilson Nunes. Mediante postura do governador, é preciso amordaçar o movimento sindical para que o pensamento neoliberal passe a dominar os mais fracos, achatamento do salário em nome da economia do Estado, e ínfimos reajustes para tapear que concedeu aumento salarial, causando o empobrecimento do servidor público, além da exploração de se trabalhar 8 horas por dia, este governo se constitui numa disfarçada ditadura do mundo contemporâneo. O governador passa a criar um novo Estado a partir da sua própria imagem e semelhança, a derrota da própria democracia, quando se nega a negociar com os movimentos de trabalhadores, pois para ele o Estado está acima do bem comum. É para poucos, ou seja, “o neoliberalismo conseguiu muitos dos seus objetivos, criando sociedades marcadamente mais desiguais”. O próprio retrato da Paraíba, que próspera, apenas para os mais ricos.

Como se pode observar na carta do Ex-Deputado enviada ao Professor Gilson Nunes, é notório a preocupação do deputado com a mudança de mentalidade e de organização de classe, chega citar como referência o sindicato dos Profissionais da Educação do Estado da Paraíba, pelo qual foi personagem participante dos movimentos e das greves. Hoje o governador barbariza todos os sindicatos e organizações de trabalhadores, o que ele antes combatia, o neoliberal, hoje estar mais vivo do que nunca – a traição do intelectual orgânico. Condenando todos a passividade, ao cinismo, a despolitização e a desagregação social, quando ameaça demitir 15 mil prestadores de serviços e pró-tempores com mais de cinco anos de serviço prestado ao Estado. O Estado do bem-estar social foi substituído pelo Estado de mal-estar social, todos falam mal do governo e ele se mantém imune, refratário, fechado em si mesmo, o lado frágil, que pode ser demolido a qualquer momento. Até porque o poder é abstrato é não eterno.

Para Luis Fernandes, em seu artigo: Neoliberalismo e reestruturação capitalista, “quando os pobres se transformam em indigentes e os ricos em magnatas, sucumbem a liberdade e a democracia, e a própria condição do cidadão”. Por isso, a importância da criação do Fórum Permanente do Servidor Estadual, para discutirmos estratégias de combate ao pensamento neoliberal, de quem antes combatia e hoje é a própria reencarnação do pensamento ideológico, um Estado a serviço das classes dominantes, os empresários, sob o escudo da eficiência, probidade e austeridade. Mesmo que para isso tenha que sacrificar o outro, esfolar a sua pele para fazer brilhar o mito de um reinado em ruínas.

Veja a carta, na íntegra:

 
 

Redação: ASSPRENNE – Em 14/01/12

 

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