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Aguardamos as suas sugestões que serão muito bem recebidas

   

 
 
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O povo na rua:

 

Servidores queimam Judas em praça pública

 
Um grande número de servidores participou da Assembleia Geral da ASPRENNE – Associação dos Servidores Públicos das Regiões Norte/Nordeste, no Parque do Povo, sexta-feira (27/01/12), para discutir a demissão dos 15 mil prestadores de serviço e pró-tempores do Estado da Paraíba, contou com a participação dos deputados Janduir Carneiro, Guilherme Almeida e Daniella Ribeiro. Além das representações dos membros do Fórum Permanente do Servidor Estadual.

A chuva que caiu no início da manhã em Campina Grande, pode ter inviabilizado a presença de muitos servidores ao Parque do Povo, mas, o professor Gilson Nunes pontuou que “a ausência dos servidores é motivada em virtude da perseguição de muitos gestores, ao tomar conhecimento que o servidor prestador de serviço participou de ato público, é motivo de demissão, e muitos se omitiram de participar porque têm a esperança de continuar no emprego. Questionou: até que ponto poderemos conceder crédito de confiança a um governo traidor do próprio discurso e dos trabalhadores de forma geral?”.

Para o professor, “a grande angústia dos servidores é a dúvida de não saber se irão receber o salário do mês de janeiro, porque assinaram um contrato de trabalho forcosamente, pelo qual anulou todo o vínculo do servidor com o Estado, e o mês de janeiro, ser um mês de férias para todos da Educação. Para o governo, só irão receber quem estiver trabalhando, desconsiderando o vínculo. E a recontratação, através dos apadrinhamentos e das simpatias dos diretores das escolas. Este é o quadro pintado por um tirano, instalado no Palácio”. Segundo o professor, “se o governo do Estado não pagar o mês de janeiro, todos os servidores prejudicados irão acampar na porta do Palácio, mostrando o lado desumano de um estadista, antes sindicalista e filho gerado no ventre dos movimentos sociais, hoje revelando-se como tirano, quando se nega a conversar com as lideranças dos movimentos de classe”.

Dando prosseguimento aos discursos, o deputado Janduir Carneiro, foi pontual ao considerar que “não foi esta a recomendação do Ministério Público: a demissão em massa dos prestadores de serviço, mas que o governo promovesse a abertura de concursos para ir adequando o Estado a Lei, mas para o mesmo, o governador é um fora da Lei, por este motivo estaria a disposição de todos na Assembleia dos Deputados para o amparo legal, que iria notificar o Ministério Público para os devidos esclarecimentos, pois o Termo de Ajustamento de Conduta assinado não estar sendo cumprido pelo governador, no momento que ele demite para colocar outros servidores da base política do governador, burlando o concurso público, por isso considero este governador um fora da Lei.

Para o deputado Guilherme Almeida, “esse governador é um enganador do povo e dos servidores, quando em campanha se comprometeu que prestador de serviço seria valorizado e respeitado, que todos teriam oportunidades, mas o que vemos é a perseguição e a demissão, para serem substituídos sem o menor critério técnico”. Mas fez questão de esclarecer que na Assembleia, a sua voz estará sempre a disposição do povo e dos servidores.

Para a Deputada Daniella Ribeiro, “o que vemos é o total desrespeito com os mais humildes, vários pais de famílias, com tantos anos de serviço prestado ao estado sendo substituídos como se fossem objeto de troca, sem respeito algum, uma verdadeira maldade de quem foi eleito para amparar o povo, e hoje, causa desamparo. Mas que aguardava um posicionamento do Ministério Público a respeito das novas contratações”.

Várias representações de trabalhadores se fizeram presentes ao evento, que saíram em caminhada até a Praça da Bandeira, no Centro de Campina Grande. Carregando várias faixas de efeito moral ao governador, como exemplo: “Governador não é sinônimo de Imperador”. Usaram a fala para externar o descontentamento dos mesmos com o governo, em relação aos percentuais de reajustes salariais e a negação do diálogo com os representantes legais da categoria”.

Finalizando, os sindicalistas efetuaram a queimação do Judas, pois segundo os participantes do movimento, o Judas em fogo, simbolizava a traição a todos. Para o Presidente da ASPRENNE, o movimento foi de grande importância, pois chamou atenção da comunidade e dos políticos para a gravidade dos servidores, não apenas dos prestadores de serviço, mas dos policiais, professores e agentes penitenciários. Também no momento, encontrava-se na Praça um grupo de concursados que aguardava há três anos serem convocados, mas que o atual governo faz vista grossa, até porque o mesmo pretende não respeitar a Lei, mas dar emprego aos seus apadrinhados políticos, substituindo os antigos prestadores de serviços por seus simpatizantes do período de campanha eleitoral.

 
 

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